Hemingway & Martha Gellhorn

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Eles se conheceram em 1936 em Key West. Viajaram juntos para a Espanha para cobrir a Guerra Civil,onde ela foi contratada pela Collier’s Weekly. Martha e Hemingway escreveram sobre o que sentiram e o que os outros sentiam diante de todos esses horrores, começando com a Guerra Civil Espanhola. Eles odiavam a objetividade, eles buscavam o sentimento dos que estavam lá.

Esse filme fala sobre essas guerras e as guerras privadas de Hemingway e Martha.
“Nós éramos bons na guerra. E quando não havia guerra , nós fazíamos a nossa”

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“O que sempre me encantou na vida é o que está acontecendo do lado de fora. Eu sou uma correspondente de Guerra. Eu sempre me senti em casa nos lugares mais difíceis”

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              Clive Owen e Nicole; ao centro, o verdadeiro casal Hemingway-Gellhorn.

A indicação desse excelente filme do diretor Philip Kaufman, estrelado por Nicole Kidman e Clive Owen e que também  inclui  Rodrigo Santoro no elenco, deve- se a um comentário de Estela Correa no artigo que fiz sobre o livro nesse mesmo site: “Sangue e Champagne – A Vida de Robert Capa”. Um dos maiores fotojornalistas de todos os tempos e autor das maiores fotos da Segunda Guerra Mundial.

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Robert Capa e Hemingway

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Foto de Robert Capa

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Hemingway e Capa – Novembro de 1940

Robert Capa, Hemingway, Martha Gellhorn se encontraram muitas vezes sob bombas e bares, no meio das histórias sangrentas dessa humanidade que não aprende.

“Capa chegou a Barcelona no início de outubro sabendo que a “guerra apaixonada” estava práticamente perdida. Em meio a um  novo grupo de “desesperados” no bar do Hotel Majestic, encontrou Hemingway. Nos braços de Papa estava uma estonteante correspondente loura do Collier’s, de sotaque galês e mente ferina: Martha Gellhorn. Elegante, divertida e profundamente compassiva. Gellhorn não era nenhum peso – leve. Já publicara um romance, uma coletiva de contos,tendo passado tempo suficiente na Alemanha para compartilhar o ódio de Capa aos nazistas”

Capa fotografou além do que via, e por mais estranho que pareça, nenhuma foto sua de guerra causa repulsa, elas se vestem de dor, de uma humanidade com medo e dor e no instante de cada dor, contudo elas não são apelativas.

Em uma cena, em plena Guerra Civil Espanhola,  Martha disse para Capa: Eu gostaria de escrever como você fotografa.

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Hemingway e Martha Gellhorn

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Clive Owen e Nicole Kidman

Martha e Hemingway se conheceram em 1936 em Key West. Viajaram juntos para a Espanha para cobrir a Guerra Civil, onde ela foi contrada pela Collier’s Weekly.

“Durante várias noites infernais “os desesperados do Hotel Majestic”, entre eles Herbert Matthews, Martha Gellhorn e O’Dowod Gallagher, viveram nos limites dos próprios nervos, tentando datilografar reportagens comoventes enquanto chovian Heinkels, em nada menos que quarenta e sete investidas em quatro dias.” (Trecho do livro já mencionado acima, sobre a vida de Robert Capa)

Muitas vezes Martha Gellhorn ficava admirada com o bater incessante e furioso das teclas da máquina de escrever de Hemingway e perdida, não sabendo por onde começar a matéria.

Papa (apelido de Hemingway) a encorajou a escrever sobre aquilo que ela realmente sabia fazer muito bem : escrever sobre pessoas. Foi definido assim, o estilo de suas reportagens como correspondente desses conflitos: O efeito da guerra sobre as pessoas comuns. Esse crédito sem dúvida é de Hemingway.

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Hemingway  no começo da guerra na China em  1941, sentado entre  Gellhorn e  Song Meiling, mais conhecida como   Mme Chiang Kai-shek.

O  trabalho de Gellhorn como correspondente começou  na Guerra Civil da Espanha e depois ela estaria em todas as frentes de guerra: Guerra Russo-Finlandesa , Segunda Guerra Sino-Japonesa, Segunda Guerra Mundial , Java, Vietnan, guerras Arabes/Israel e finalmente os conflitos na América Central.….a sua vida tinha esse objetivo, apesar de amar o marido.

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O pior inimigo do amor, não é o ciúme é o tédio (Martha)

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Martha Gellhorn na Itália em 1944 –

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Dia D e Martha Gellhorn

Martha Gellhorn não tinha permissão oficial para cobrir o Desembarque da Normandia e o escolhido pela Revista Collier foi seu marido Ernest Hemingway, para a sua decepção e indignação.  Entretanto, no dia 5 de junho ela conseguiu  subir a bordo de um navio hospital e  ficou escondida a noite inteira no banheiro. No Dia D ela viu com seus próprios olhos “os resultados” sendo trazidos a bordo. Logo depois, já em terrra, serviu nas ambulâncias.

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Martha Gellhorn e Ernest Hemingway em Sun Valley, Idaho, na época de seu casamento , Novembro de 1940 – foto de Robert Capa

Foi a terceira mulher de Hemingway, mas não gostava que a chamassem por esse sobrenome, não queria ser “linha de rodapé na página de ninguém”. Ficaram casados de 1940 a 1945. Suicidou-se aos 89 anos em 2008, quase cega e depois de lutar contra um câncer.

Eles foram testemunhas da História, mas muito mais do que isso, eles atuaram. Segundo Hemingway, ela era o homem mais corajoso que ele conheceu.

Martha Gellhorn era um tipo de mulher, que Hemingway no seu machismo e vaidade, não soube como lidar e esse filme mostra como ele sabotou essa relação até o amor de Martha se exaurir.

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Hemingway no front Espanha

O homem pode ser derrotado, mas não destruído. Se ele puder levantar-se, ainda pode lutar

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Ela brilhava como escritora, jornalista talentosa, correspondente de guerra, uma das pioneiras. Foram sessenta anos de trabalho.

No dia que a Segunda Guerra terminou, Martha Gellhorn foi fazer uma reportagem em Dachau, um dos campos de concentração alemão. Em uma Televisão Britânica ela descreve a sua reação diante das atrocidades que testemunhou:

“I got out of Dachau in a state bordering on uncontrolled hysteria,” she recalled, “and went and sat in a field waiting to be removed with American prisoners of war.”

Obs: Eu gostei muito do filme e o vi em DVD.

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