Yolanda Mohályi

 

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A vinda ao Brasil

 

Yolanda Lederer Mohalyi nasceu em Kolozsvar (Transilvânia, Hungria), em 1909, e faleceu em São Paulo (Brasil), em 1978.

Ao chegar em nosso país, no ano de 1931, já tinha familiaridade com a pintura, de vez que, em sua terra natal, cursara a Real Academia de Belas-Artes de Budapeste.

Radicando-se na cidade de São Paulo, a pintora ingressou no Grupo dos Sete, um bem selecionado núcleo de artistas, do qual faziam parte Victor Brecheret e Antônio Gomide.

 

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“Dois irmãos”

Exposições individuais

1934/35/37 – Salão Paulista de Belas Artes – Pequena Medalha de Ouro.

1937/38/39- Salão de Maio, no Esplanada Hotel, São Paulo.

1945 – Primeira individual, no IAB/SP.

1950 – Individual, no MASP, São Paulo.

1951 – Bienal Internacional de São Paulo, no MAM/SP.

1952 – 2º Salão Paulista de Arte Moderna – Prêmio Governo do Estado, São Paulo.

Exposição de Artistas Brasileiros, no MAM/RJ.

1953 – 2ª Bienal de Tóquio, Japão.

2ª Bienal Internacional de São Paulo, no MAM/SP.

Coletiva, no Departamento de Educação Prêmio SAPS, Rio de Janeiro.

Coletiva, no Departamento de Educação, Sesi Prêmio Social, Rio de Janeiro.

1954 – 3º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia – Prêmio Aquisição

5 Desenhistas, no MAM/SP.

Arte Contemporânea: exposição do acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo, no MAM/SP.

Salão Nacional de Arte Moderna da Bahia – prêmio aquisição.

1955 – Individual, na South American Gallery, Nova

 

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“No sítio” 1942

Encontro com Lasar Segall

Mas a grande amizade, que marcou sua carreira, foi a de Lasar Segall. O mestre havia estado aqui em 1913, regressando no ano seguinte à Alemanha. Vindo ao Brasil, pela segunda vez, em 1922, logo após a Semana de Arte Moderna, Segall instalou-se definitivamente em nosso país, exercendo influência sobre muitos jovens pintores que ambicionavam subir os degraus da fama.

Para Yolanda Mohalyi, era a melhor oportunidade que poderia encontrar para se desenvolver. Oriundo também do Leste Europeu (Segall era lituano), havia facilidade de comunicação entre os dois, e como o mestre tinha uma vasta experiência adquirida na Alemanha, onde participou de movimentos modernistas, e onde lecionara na Real Academia, ele exerceu uma forte influência sobre a artista, criando mesmo uma relação de dependência da qual ela custou a se libertar.

Com efeito, Mohalyi, que praticava uma pintura figurativa, voltada para o pós- impressionismo, assimilou o estilo expressionista como uma cópia carbonada de seu mestre. Somente vinte anos mais tarde conseguiu ganhar autonomia plena, iniciando uma fase de abstração, na qual permaneceria até o fim da vida.

 

YOLANDA MOHALYI

Uma pintura mística

Yolanda Mohalyi expôs sua obra como poucos o fizeram, realizando incontável número de individuais, além de participar de quase todos eventos de arte moderna realizados em São Paulo, com passagens também pelo Rio de Janeiro e exposições no Exterior.

Era profundamente religiosa e a arte praticada, conforme suas próprias palavras, adquiriu um sentido místico cósmico. É ela mesma que declara:

«Além do sentimento puramente humano em relação ao sofrimento, tenho, e certamente todos nós temos, em escala diferente, uma consciência coletiva que nos questiona, nos culpa e nos impõe um dever para com o próximo. É isto o que eu sinto e a que procuro responder.»

Parte do acervo pessoal da artista, após a morte, foi doado pelos seus herdeiros ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, o qual também ficou com os arquivos da pintora, pelos quais é possível reconstituir sua trajetória, desde a chegada ao Brasil.

(Texto de Paulo Victorino)

 

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1959

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“Outono”, 1972

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1963

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“A grande viagem” 1963

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“Abertura” 1975

“Existe uma pintura essencialmente cor que é a retina da alma.Oposta ao imediatismo que acaba no empenho físico do olho,seu fim está numa visão do mundo que é a revelação do teatro interior do artista. Na carreira quieta e estudiosa de Yolanda Mohályi, a cor assumiu invariàvelmente este sentido psicológico da percepção.

Sua pesquisa dos fenômenos da cor ganhou amplitude na esfera não-figurativa.A abstração ensejou-lhe articulações livres de cores-formas elaboradas pela sensibilidade  exigente que modera os impulsos  e que obedece à logica  de uma intuição lírica  prisioneira  do complexo da solidão” (Walter Zanini no Catálogo da VIII Bienal de São Paulo – 1965)

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