Burle Marx na Pinacoteca do Estado de São Paulo.

Está em cartaz na Pinacoteca de São Paulo , uma belíssima exposição de Roberto Burle Marx.

São 80 obras, entre pinturas, desenhos, estudos, projetos, cerâmicas, vidros, joias e tapeçarias compõem a mostra, que oferece um panorama da sua diversificada produção artística.

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Burle Marx nasceu em São Paulo no ano de 1909 na Villa Fortunata, palacete localizado na esquina da Avenida Paulista com a Alameda Ministro Rocha Azevedo, onde passou sua primeira infância. Pode se dizer que, de forma poética, ele construiu os alicerces fundamentais de sua obra inspirados nos seus pais, Cecilia Burle, uma grande musicista pernambucana, romântica e lírica, e Wilhelm Marx, alemão, objetivo e racional.

Em 1913 a família transferiu-se para o Rio de Janeiro onde permaneceram até 1928, ano em que mudaram para Berlim, então um dos centros culturais mais vivos do velho continente. Burle Marx pode nesta época, entrar em contato direto com as obras dos movimentos de vanguarda europeus – Picasso, Van Gogh, Arp, Klee etc. Também por lá, ao observar plantas tropicais brasileiras no Jardim Botânico de Berlim, o jovem de 20 anos teria percebido e se deixado hipnotizar pelas qualidades estéticas dos elementos da flora brasileira que a partir de então impregnariam sua obra.

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Em 1930, de volta ao Brasil, passou a colecionar plantas tropicais, ao mesmo tempo em que começou a frequentar a Escola Nacional de Belas Artes (Enba) no Rio de Janeiro, onde teve professores como Portinari e Leo Putz. Na década de 1930, passa a integrar sua obra paisagística à arquitetura moderna, experimentando formas orgânicas e sinuosas na elaboração de seus projetos.

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A partir de 1940 o paisagismo de Burle Marx assumiu proporções importantes enquanto o seu trabalho de pintura continuou a se desenvolver de modo bastante intenso e original. Segundo Giancarlo Hannud, curador da exposição e da Pinacoteca de São Paulo, “sua prática paisagística, caracterizada pela ordenação de formas, massas, cores e texturas sobre um dado espaço geográfico em estreita relação com sua topografia e flora nativa, sempre esteve intimamente ligada à sua atuação como pintor e vice versa. Durante praticamente toda sua vida, parte de seu dia foi dedicada a pintura, com cavaletes em todos os seus locais de trabalho e residências. Do mesmo modo sua escultura, tapeçaria e joalheria; tudo se fundindo em um grande projeto de estetização da vida e do viver”.

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Em 1949, Roberto Burle Marx organizou sua grande coleção no Sítio Santo Antônio da Bica, hoje Sítio Roberto Burle Marx. A partir de 1973 este passa a ser a residência oficial do artista. Além de um acervo botânico dos mais importantes, por seu tamanho e abrangência, a propriedade abriga as coleções reunidas por ele ao longo de mais de oito décadas de vida.

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Fonte: Site Pinacoteca do Estado de São Paulo.

Fotos: Monique Sandy

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