Curiosidades sobre o Bairro da Liberdade

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Liberdade é um bairro turístico da cidade de São Paulo, localizado parte no distrito da Liberdade e parte no distrito da Sé. É conhecido como o maior reduto da comunidade japonesa na cidade, a qual, por sua vez, congrega a maior colônia japonesa do mundo, fora do Japão.

O ano de 1968 representou o início das mudanças no bairro. Com  a chegada   da Estação Liberdade do metrô , na década de 70, alguns pontos comerciais da Rua Galvão Bueno e da Avenida Liberdade desapareceram.

A Liberdade deixou de ser um reduto exclusivo dos japoneses. Muitos deixaram de residir na região, mantendo apenas seus estabelecimentos comerciais. Com isso, o bairro passou a ser procurado também por chineses  e  coreanos, o que fez com que o bairro não fosse apenas conhecido como o “bairro japonês”, mas também como o “bairro oriental” de São Paulo.

 

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Bonsai e plantas ornamentais (final de semana)

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Vitrine com bonecos típicos

Feira da Liberdade

Feira da Liberdade

 

Graças à iniciativa da Associação da Liberdade, o bairro recebeu decoração no estilo oriental, com a instalação de lanternas suzurantõ. Em 1973, a Liberdade foi vencedora do concurso de decoração de ruas das festas natalinas.

Nas décadas de 1980 e 1990, pequenas mudanças ocorreram no bairro. As casas noturnas foram gradativamente substituídas por  karaokês, uma nova mania que começava a tomar conta do bairro. Atualmente, o bairro é conhecido como um bairro turístico. A rua Galvão Bueno, a rua São Joaquim e a Praça da Liberdade são pontos do bairro que transmitem melhor a presença japonesa. O bairro atrai muitos japoneses e nipo-brasileiros pelo comércio de roupas, alimentos, utensílios, festas típicas, entre outros, atraindo também pessoas de todos os tipos e lugares.

 

Mercearia Oriental

Mercearia Oriental (foto Jussi Szilágyi)

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Incensos de Sândalo (foto Jussi Szilágyi)

 

ano-novo chinês é uma referência à data de comemoração do ano novo adotadas por diversas nações do Oriente  que seguem um calendário  tradicional distinto do ocidental, o calendário chinês.

As diferenças entre os dois calendários fazem  com que a data de início de cada ano-novo chinês, caia a cada ano em uma data diferente do calendário ocidental.

O calendário chinês é  lunissolar, leva em consideração tanto as fases da lua como a posição do sol. O ano-novo chinês começa na noite da lua nova mais próxima do dia em que o sol passa pelo décimo quinto grau de Aquário.

Os chineses relacionam cada novo ano  a um dos doze animais  que teriam atendido ao chamado de Buda  para uma reunião. Apenas doze se apresentaram, Buda em agradecimento transformou-os  nos Signos da Astrologia Chinesa.

Os doze animais do Horóscopo Chinês  a que correspondem os anos chineses são, de acordo com a ordem que teriam se apresentado a Buda na lenda acima citada: rato;búfalo/boi; tigre,coelho, dragão,serpente/cobra,cavalo, carneiro/cabra,  macaco,galo,cachorro/cão, e o javali/porco.

Festa de Ano Novo

Festa de Ano Novo

 

Comemoração

Comemoração

 

Jardim Oriental

Jardim Oriental

 

Famoso bairro oriental de São Paulo, a Liberdade começou a ser ocupada primeiramente por portugueses e italianos que, com o passar dos anos, deixaram o bairro em direção a outras partes da cidade. Com a chegada dos imigrantes japoneses em 1908, os traços orientais de prédios e residências começaram a aparecer pelas ruas.

Nesta época, começaram a surgir as primeiras atividades comerciais: uma hospedaria, um empório, uma casa que fabricava tofu, uma loja que vendia manju (doce japonês) e também firmas agenciadoras de empregos, transformando o local em “rua dos japoneses”.

A tradição japonesa ganhou impulso na década de 60 quando foi anunciado um plano de reurbanização do bairro dentro do processo de expansão da Linha 1-Azul do Metrô. Em 1974, foi criado o “Bairro Oriental”, sendo as ruas e praças inteiramente decoradas no estilo oriental, instalando-se lanternas Suzurantõ e jardins japoneses.

 

Confeitaria no Bairro da Liberdade- década de 40 , foto de Hildegard Rosenthal

Confeitaria no Bairro da Liberdade- década de 40 , foto de Hildegard Rosenthal

 

Traje típico

Traje típico

 

Década de 40, foto de Hildegard Rosenthal

Década de 40, foto de Hildegard Rosenthal

 

Nas décadas de 80 e 90, houve pequenas mudanças no bairro, como a substituição de casas noturnas por karaokês, febre entre os japoneses. Hoje, a região recebe manifestações culturais, como o bon odori e dança folclórica japonesa. No comércio, os olhos puxados são a marca registrada, além de contar com produtos típicos da Terra do Sol nascente.

A Liberdade tornou-se um dos bairros de maior atração turística da capital.

 

Casarão da década de 50 tombado e preservado maravilhosamente (foto Jussi Szilágyi)

Casarão da década de 50 tombado e preservado maravilhosamente (foto Jussi Szilágyi)

 

Panelas e utensílios enormes

Panelas e utensílios enormes (Foto Jussi Szilágyi)

 

Leques

Leques (foto Jussi Szilágyi)

 

Mercearia Chinesa

Mercearia Chinesa

 

Verduras fresquíssimas (foto JS)

Verduras fresquíssimas (foto JS)

 

Cogumelos de todos os tipos (foto JS)

Cogumelos de todos os tipos (foto JS)

Tudo para o chá da tarde (foto JS)

Tudo para o chá da tarde (foto JS)

 

A esta altura do artigo, atrevo-me a falar um pouco deste bairro tão rico de tradições e ao mesmo tempo, muito adaptado ao nosso país. São Paulo é uma cidade extraordinária em sua mistura de raças e cores. Sempre recebeu bem os imigrantes e soube aproveitar os presentes vindos do outro lado do mundo, com suas tradições e estranhices.

Só quem já passeou no meio dos orientais, sabe que o mistério milenar sai pelos poros e atiça a nossa curiosidade.Eu convivo muito bem com japoneses, chineses e aprendo muito com eles.Deixo aqui um pedacinho deste mundo fantástico e colorido!

 

Gatinho da Sorte (foto Jussi Szilágyi)

Gatinho da Sorte

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